domingo, 15 de fevereiro de 2015

De estradear nas Pedras



Por Matias Moura
Bahstidores

O cantor e compositor Alex Har Oliveira , é uma das novas revelações nos palcos dos festivais nativistas do estado , tendo participado de um número muito expressivo de eventos, destaque para as participações no festival de fronteira Um Canto para Martin Fierro , Ponche Verde da Canção Gaúcha , Levante da Canção Gaúcha , Sapecada da Canção Nativa , Estância da Canção Gaúcha ,Canto Missioneiro , Canto de Luz entre outros . 
Natural de Santana do Livramento,  começou a cantar desde cedo  ,mas foi em 2007 com o incentivo dos amigos que ingressou nos festivais de música e de lá  para cá conquistou inúmeros prêmios como melhor interprete e compositor . Além de cantor Alex Har é radialista formado, e apresenta aos sábados e domingos , das 6h as 8h , em parceria com Claudio Silveira o programa Estampa do Meu Pago na Rádio Cultura AM , com uma programação voltada para a produção musical dos festivais nativistas  .

De Estradear nas Pedras


Recentemente o cantor esteve participando das gravações de um Clip  da música de “Estradear nas Pedras” que faz parte do álbum “Bagualles” Um canto de amor a terra de Juan Daniel Isernhagen que reúne grandes nomes do cenário musical nativista.

A composição é de autoria de Juan Daniel Isernhagen juntamente com Alex Har e Frederico Melo e participou do 15º Querência do bugio de São Francisco de Assis no ano de 2013 . A letra da música inspirou os artistas que tiveram a idéia de transforma-la em um vídeo clip que ganhou vida pelas lentes de Leonardo Gadea (Gadea produções), Erick Corrêa e Rafael Caggiani  .

Para Alex Har ,  a realização do projeto é uma grande felicidade pelo fato dele  poder cantar a sua terra em poema e melodia .“ Cantar a terra, nossa essência, nosso território de fronteira sem limitações , essas ideais ganham magnitude através do esteio dos profissionais que nos acompanham nesta empreitada , agradeço a todos eles” comenta o cantor

  As captações ocorreram na localidade do Passo da Tafona, 4º Distrito de Santana do Livramento , na propriedade de René Dutra Ecoten , que inclusive cedeu gentilmente um cavalo e os arreios para gravação das cenas de campo . O vídeo clip está em fase de pós produção e edição e será um trabalho que com certeza vai ser motivo de orgulho para os Santanenses pois o vídeo será divulgado para o mundo na internet , mostrando um pouco das belas paisagens desta fronteira bem como um jovem cantor que já conquistou seu espaço no nativismo gaúcho .  


Shana Müller: "Tem me cansado o uso do tal gentílico gaudério"


A colunista escreve mensalmente no Segundo Caderno da Zero Hora

Preciso confessar: já me tem cansado o uso do tal gentílico gaudério. Não é a primeira vez que expresso meu descontentamento com rótulos ao se tratar de arte e principalmente de música. Rótulo, para mim, tem que estar em produto alimentício, remédio, detergente de louça... Rótulo serve para prevenir, informar, esclarecer. Música precisa de emoção e de liberdade para sentir.

Há poucos dias, reli um texto em que o escritor Tabajara Ruas, com muita propriedade, falava sobre o talento e a obra de Jayme Caetano Braun. Quem não conheceu o pajador enquanto vivo, sua genialidade do improviso, pode ainda deleitar-se com os registros de seus versos em décima tratando desde temas políticos e questões sociais, passando pelo amor pela "china". E, sim, descrevendo um Rio Grande romântico de galpões e fogo de chão que só quem ama sua querência, suas raízes, pode escrever. (Assim fez também Jorge Amado – e isso não é uma comparação – ao falar do mar e das paisagens da sua Bahia). Jayme foi um poeta gaudério. E só isso?

Para quem se dedica à arte e tem como tema o Rio Grande do Sul, cumprir tal tarefa não é nada fácil. Muitas vezes, a gente se encontra numa espécie de buraco negro: o que eu canto não é música brasileira, o mercado artístico no qual trabalho está restrito à região sul, pois fora daqui "não entendem o que eu canto". E aí a gente canta no Rio Grande do Sul, e muitos dos gaúchos não conhecem os artistas que aqui trabalham e justificam tal "ignorância" com a frase: "Ah, eu não participo de CTG ou não participo desse mundo gaudério".

Fico intrigada com o fato de ser artista de um Estado que não tem bem certeza de qual é sua própria regionalidade; que a subdivide, que não a conhece, que não a reconhece. É mais fácil ficar nesse lugar de "Ah, eu não sei, não conheço", sentar na frente da TV e criticar o programa que recebe gente do samba, do sertanejo, do funk.

Você se sente ofendido? Você se sente excluído? Acha que aquela cultura não o representa? Então está na hora de descobrir com o que você se identifica, sair da zona de conforto, informar-se. Sentar na frente da TV com o controle na mão e só mudar de canal não será suficiente. Você pode descobrir, aprender, respeitar.

E entender que música é música e que tem gente a seu lado cantando coisas com as quais você pode se identificar e pasme: se emocionar!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Dia do Pajador Gaúcho 30 de Janeiro : Há 91 anos nascia Jayme Caetano Braun


Jayme Caetano Braun


Postado por Matias Moura

Sua obra é considerada como uma referência na poesia regional gaúcha , seus poemas carregados de telurismo ,  retratando fielmente a gente do seu lugar , tendo a paisagem missioneira como inspiração para seus poemas sempre bem rimados na sua forma única de montar pajadas ao melhor estilo pampeano de fazer poesia . Pajador dos pajadores , abriu caminhos pela América latina por onde andejou juntando rimas com poetas argentinos e uruguaios ao pé dos fogões crioulos . Um mestre na sua arte , todos os conhecedores e admiradores de sua obra classificam Jayme como um poeta único que pisou por estas plagas sulinas e cumpriu com seu tempo  sendo um dos responsáveis pela preservação e divulgação da nossa poesia oral pampeana .   





Vida e Obra

Fonte Vinícius Ribeiro - http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br

Poeta, tradicionalista, declamador e payador.

Símbolo maior da poesia gauchesca; especializou-se em décimas (poemas com estrofes de 10 versos).
Em seus versos retratou, com conhecimento de causa, os hábitos costumes e vicissitudes do homem campeiro do sul do Brasil.
O peão de estância, o gaúcho andarilho, o índio missioneiro e muitas outras figuras regionais ganharam vida em seus poemas.
A formação dos Sete Povos das Missões, a epopeia farroupilha, foram alguns dos seus muitos temas.
Eterno filósofo galponeiro, em suas reflexões, buscou as respostas da existência na visão do homem simples.
Sua temática ia da raiz às estrelas, sendo ao mesmo tempo regional e universal; seus versos mescla de história, costumes e atualidades, exaltaram a vida do homem excluído, pobre e oprimido.
Deixou sua obra imortalizada em vários livros e discos. Sendo considerado pelo meto tradicionalista, como referência gauchesca da essência rio-grandense.

Biografia

Livros: - Galpão de Estância (1954)
- De Fogão em Fogão (1958)
- Potreiro de Guaxos (1965)
- Bota De Garrão (1966)
- Brasil Grande do Sul (1966)
- Paisagens Perdidas (1966)
- Vocabulário Pampeano – Pátria, Fogões e Legendas (1987)
- Payador e Troveiro (1990)
- Antologia Poética: 50 anos de poesia (1996)
- Payada Cantares(2003)(obs:Resgate do acervo de Jayme)

Discos

- Payador – pampa e guitarra de Noel Guarany (convidado especial) (1974)
- Payadas (1984)
- A volta do payador (1984)
- Troncos Missioneiros (juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça) (1987)
- Poemas Gaúchos (1993)
- Payadas (1993)
- Paisagens Perdidas (1994)
- Jayme Caetano Braun (1996)
- Acervo Gaúcho (1998)
- Êxitos 1 (1999)
- Payada, Memória & Tempo (2006)(obs:Resgate do acervo de Jayme)
- Payada, Memória & Tempo Vol. 2 (2008)(obs:Resgate do acervo de Jayme)
- A Volta do Farrapo (2008)(obs:Resgate do acervo de Jayme)

Histórico

Nome completo: Jayme Guilherme Caetano Braun

Nome mãe: Euclides Ramos Caetano Braun

Nome pai: João Aloysio Thiesen Braun

Avós maternos: Aníbal Antônio Souza Caetano e Florinda Ramos Caetano

Avós paternos: Jacob Braun e Guilhermina Thiesen Braun

Nascido em 30 de Janeiro de 1924 às 8:30 na fazenda Santa Catarina de seu avô materno (Aníbal Caetano) na localidade da Timbaúva (Na época 3° Distrito de São Luiz Gonzaga) hoje município de Bossoroca.

Irmãos: Maria Florinda, Terezinha, Judite, Zélia e Pedro Canísio. (Jayme foi o 2° filho do casal Braun)
Pais

Era filho do casal João Aloysio Thiesen Braun e Euclides Ramos Caetano.
Seu pai era filho de imigrantes alemães, professor e diretor do colégio elementar Pinheiro Machado; respeitado nas comunidades por onde passou (foi delegado de educação nas cidades de Santa Cruz e Passo Fundo).
Sua mãe era filha de família tradicional pecuarista, da localidade chamada Timbaúva (Antigo 3° Distrito de São Luiz Gonzaga, hoje município de Bossoroca).
Sobre seu pai, Jayme descreve a grande admiração que sentia por ele na emocionante poesia “Oferta” (Livro: De Fogão em Fogão).
De sua mãe, precisamente, herdou a veia poética; sua avó maternaFlorinda Ramos Caetano, irmã do poeta e coronel revolucionário Laurindo Ramos, dominava o verso de improviso e recitava seus poemas no ambiente familiar criando forte estrutura poética que Jayme veio a conviver e herdar mais tarde.

Nascimento

O casal João Aloysio e Euclides, após casarem em São Luiz no ano de 1920, passaram a residir na Avenida Senador Pinheiro Machado n° 1934 em frente à antiga Praça da Lagoa (Atual Praça Cícero Cavalheiro) no endereço onde existe hoje a Casa da Alface, na época propriedade do avô materno de Jayme, sr. Anibal Caetano.
Em Janeiro de 1924 o casal Braun, como de costume, foi passar as férias escolares na Timbaúva, na fazenda Santa Catarina de propriedade do avô Sr. Aníbal Caetano.
Nesta feita havia um motivo maior para a ida até a localidade da Timbaúva...
Dona Euclides Ramos Braun, grávida, confiava muito na parteira daquela localidade: Dona Antônia.
Meu avô paterno Anajande Ramos Ribeiro(primo-irmão de Dona Euclides) foi quem chamou as pressas a parteira.
Em 30 de janeiro de 1924 num quarto junto a sala veio ao mundo, por intermédio de Dona Antônia, o Poeta Maior: Jayme Caetano Braun.
Permanecendo na fazenda durante todo o período de resguardo até o retorno de sua mãe para a casa em São Luiz.
Poucos dias após seu nascimento, Jayme foi registrado no posto designado em Bossoroca (na época 3° Distrito de São Luiz Gonzaga) onde consta como declarante o Senhor Anajande Ramos Ribeiro e que o casal Braun estava a passeio no Distrito. N° do registro de nascimento: n° A-6; folha n° 16, n° ordem 21; data 07/02/1924.

Infância
Cresceu o menino nas imediações da velha Praça da Lagoa.
A missioneira São Luiz Gonzaga com sua riqueza histórica aos poucos ia sendo descoberta pelo olhar atento do pequeno poeta.
Desde tenra idade conviveu com a vida rural nas fazendas e esse convívio (que procurou manter por toda a vida) foi armazenando na alma do payador, o riquíssimo conteúdo emotivo que serviu de espinha dorsal para suas poesias.

Adolescência
A família Braun, devido à transferência de Sr. João Aloysio, mudou-se para Cruz Alta em 1938 onde foi diretor de escola.
Em 1939 foram para Santa Cruz do Sul, com o Senhor Braun sendo delegado de ensino.
De 1940 até 1942, seu pai assumiu cargo de delegado de ensino em Passo Fundo.
Retornaram para Cruz Alta, lá seu pai se aposentou e faleceu.
Após a morte de seu pai a família passou a residir em Porto Alegre, Jayme retornou às Missões, vindo a morar na fazenda Santa Terezinha (Timbaúva) de propriedade de seu tio materno Danton Victorino Ramos, a quem considerava como seu segundo pai.
Ficou lá até se casar.

Casamento
Casou-se com Nilda Aquino Jardim, filha de Rivadavia Romeiro Jardim e Faustina Aquino Jardim, no dia 20 de dezembro de 1947.
Passou a morar na fazenda Piraju de propriedade de seu sogro, permanecendo lá pouco mais de um ano. Devido a seu temperamento forte e determinado, teve desentendimento com o capataz com relação as lidas da fazenda.
Saiu da fazenda para morar perto dali, na Serrinha (Vila Distrito de São Luiz Gonzaga) naquela localidade abriu um autêntico bolicho de campanha (com ajuda financeira do sogro e de seu tio Danton Ramos) onde ocorriam rodadas de poesia e música até tarde da noite; a sua casa era nos fundos do bolicho.
Essas importantes informações recebi do Sr. Ataliba dos Santos filho do capataz e que foi morar com Jayme e D. Nilda ajudando no bolicho.
Sobre essas tertúlias contou o Sr. Ataliba(que na época era rapazote): “O Jayme quando inspirado ficava, às vezes, olhando para um palito de fósforo entre os dedos (com som de violão sendo dedilhado ao fundo) e as payadas brotavam magicamente”.
Permaneceu “bolicheando” por quase dois anos, depois passou a residir na cidade (São Luiz) na Rua Marechal Floriano (fundos hospital de caridade) ali nasceram seus dois filhos: Marco Antonio Jardim Braun e José Raymundo Jardim Braun.

Vida profissional e política


Após sua experiência como bolicheiro, começou a participar de campanhas políticas (daqueles ao qual ele admirava) como payador(final da década de 40).
Seu poema “O Petiço de São Borja” referente a Getúlio Vargas foi publicado na época em revistas e jornais do país.
Participou na campanha de seu tio materno Ruy Ramos com o poema “O Mouro do Alegrete”.
Nos anos seguintes participou nas campanhas de Leonel Brizola, João Goulart e Egídio Michaelsen.
Na campanha de Ruy Ramos a deputado federal, apresentava um programa radiofônico na radio São Luiz; contratado pelo seu outro tio Danton Ramos, para divulgar a candidatura de Ruy. Devido ao sucesso, obtido em grande parte pelos seus versos de improviso, o programa teve continuidade.
Em 1948 iniciou o programa, na mesma radio, chamado “Galpão de Estância” (existente até os dias atuais, atualmente a cargo de Alcides Figueiredo) juntamente com Dangremon Flores e Darci Fagundes. Deste nome veio a surgir mais tarde o 1° CTG em São Luiz Gonzaga chamado CTG Galpão de Estância. Seu tio materno Nico Caetano foi o primeiro patrão.

A convite de seu tio Ruy Ramos foi para Porto Alegre. Passou a ser funcionário do IPASE (Instituto de Pensões e aposentadoria dos Servidores do Estado, órgão federal) era auxiliar de farmácia, depois passou a ser auxiliar da tesouraria, por um período foi diretor da Biblioteca do estado RS de 1959 a 1963(convite do amigo e então governador Leonel Brizola) após retornou a tesouraria e mais tarde passou para o IAPAS como fiscal da pevidencia onde ficou até se aposentar.

Incentivado e apoiado por Ruy Ramos concorreu a deputado estadual peloPTB no ano de 1962, não alcançando votação suficiente.
Esta passagem política trouxeram mágoas que o acompanharam por muito tempo (vide poema "Bilhete a João Vargas" inserido nas fotos).

Em 1973 inicia no programa semanal Brasil Grande do Sul, na Radio Guaíba, durante 15 anos. Com muito sucesso.

Os direitos autorais de seus vários livros e discos serviram como complemento de renda, pois o poeta, como muitos que trabalham com a arte, enriqueceram mais a alma do que os bolsos.

Segundo Casamento

Separou-se de sua 1° esposa Sra. Nilda Jardim em 11/07/88 divorciando-se em 26/06/95.
Casou-se com Sra. Aurora de Souza Ramos (Bréa) em 1° de setembro de 1995 na cidade de Porto Alegre. Teve um enteado: Marcelo Bianchi; da união com Aurora Ramos nasceu seu filho: Cristiano Ramos Braun.

Saúde

A sua saúde foi abalada em muitas situações: quatro pontes de safena, angústias, desilusões e fortes depressões.
Várias situações no decorrer de sua emotiva existência colaboraram para o surgimento de seus problemas de saúde:
No início, quando nas suas primeiras poesias, foi o desestímulo (por parte de alguns) um adversário forte de ser superado.
Com o passar do tempo superou o pouco caso que faziam de sua obra, assim como as críticas "acadêmicas" que recebeu pelo seu estilo nativo;
Outro fator foi a decepção no pleito da candidatura a deputado estadual em 1959 quando sua mensagem não foi compreendida pelo seu próprio povo; sobre esse fato, ele mesmo diz na poesia feita ao seu grande amigo João Vargas do Alegrete de título Bilhete ao João Vargas do Alegrete.
Abaixo trecho dela:

“Bilhete ao João Vargas"
...Fiz o que o gaúcho faz,
Sem admitir pretexto
E fui – como gato a cabresto,
“Só nas patinhas de trás”,
Tu sabes – na santa paz
Que o gaúcho não morreu,
Mas na terra onde nasceu
-Até periga a verdade,
Quando eu gritei: Liberdade!
Só o eco me respondeu... ”

E por fim, talvez o que mais tenha despedaçado o coração do poeta tenha sido a dor pela perda de seu filho primogênito, Marco Antonio aos 30 e poucos anos de idade por abalos no sistema nervoso.

Morte
Faleceu no dia 8 de julho de 1999 às 5 horas e 30 minutos, aos 75 anos de idade, na clínica São José em Porto Alegre, vítima de complicações cardiovasculares. O corpo foi velado às 17 horas no Salão Nobre Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, sede do governo estadual gaúcho; foi enterrado no cemitério João XXIII em Porto Alegre.

Curiosidades
(algumas, retiradas dos jornais que prestaram homenagens no dia de sua morte)

- Seus primeiros poemas foram publicados em 1943, no jornal A Notícia de São Luiz Gonzaga, assim como seu 1° Livro Galpão de Estância, em 1954.
- Seus ídolos na poesia foram: Laurindo Ramos (tio avô); Balbuino Marques da Rocha; João Vargas do Alegrete; Juca Ruivo e os insuperáveis Athaualpa Yupanki e José Hernandez (Martin Fierro).
- Foi um dos fundadores do CTG Galpão de Estância de São Luiz Gonzaga.
- Foi um dos fundadores do conselho coordenador do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), sendo presidente em 1959.
- Foi um dos fundadores da Estância da Poesia Crioula, grupo de poetas tradicionalistas que se reuniram no final dos anos 50.
- Considerado, juntamente com Noel Guarany, Cenair Maicá e Pedro Ortaça um dos “Troncos Missioneiros” fundadores do estilo musical chamado: Missioneiro; marca registrada da região das missões e do Rio Grande do Sul.
- Na infância, juventude e também na maturidade (sempre que possível) passava suas férias nas fazendas de seu avô Aníbal Caetano ou de seu tio Danton Ramos.
- Sonhava fazer medicina, sem terminar o ensino médio, tornou-se um especialista em remédios caseiros. Dizia que todo missioneiro tinha a obrigação de ser um curandeiro.
- Para alguns era considerado um artista polêmico, genioso, pois era radical ao defender seu ponto de vista. Dizia o que tinha que dizer; gostassem ou não.
- Certa feita ao ser comparado a um corvo, devido a seu gosto por roupas escuras, respondeu: “O corvo é uma ave higiênica, que limpa todos os campos”.
- Seu ultimo CD: Êxitos 1 (lançado dias após sua morte) estava pronto com mais de ano de antecedência; o lançamento havia sido adiado (a seu pedido) pois queria estar em melhores condições de saúde.
- Dentre seus companheiros e parceiros musicais destacam-se: Noel Guarany, Cenair Maicá, Pedro Ortaça, Lucio Yanel, Glênio Fagundes, Chaloy Jara e Gilberto Monteiro.
- Recebeu ao longo de sua carreira inúmera premiação e homenagens: destaque especial no prêmio Açoriano de Música (1997), troféu Simões Lopes Neto, maior honraria concedida pelo Governador do estado (1997), Troféu Laçador de Ouro (1997).
- Foi instituído em sua homenagem, na data de seu aniversário, 30 de Janeiro, o “Dia do Payador” com lei estadual de N° 11.676/01 de autoria do Deputado estadual João Luiz Vargas.
- Os Dois Lenços: devido à grande admiração por seu tio avô Laurindo Ramos, poeta e Coronel chimango da revolução de 1923 e 1924 e por influencia de seu tio Ruy Ramos, começou a usar o lenço branco, sendo apelidado desde moço de “chimango”. Muito mais tarde, na sua maturidade, ao morar em Porto Alegre, capital política dos gaúchos, passou a usar o lenço colorado.
- Em 2011 a Estância da Poesia Crioula, entidade a qual foi um dos fundadores e 3º presidente instituiu um concurso de poesia gauchesca com o seu nome.
-Era torcedor gremista, mas nem por isso deixou de assistir com amigos colorados a um GreNal na torcida do Internacional, como contou-me o seu primo-irmão Sr. Juca Ramos. Naquela feita, ao ser quase denunciado ao comemorar um gol do Grêmio, disfarçou e criativamente disse: “Dá-lhe seus frescos, nós estamos jogando mal, mas vamos virar essa porcaria...” (como se fosse um fanático torcedor colorado). O que motivou risadas entre os amigos que sabiam da verdade.
-Outra que me contou o Sr. Juca Ramos é a de quando Jayme era diretor da biblioteca pública, recebia seguidamente a visita dele, que na época era estudante e ia lá fazer pesquisas, em certas vezes Jayme reunia Sr. Juca e outros estudantes e encaminhava todos para sua sala para “estudar” a Divina Comédia de Dante Alighieri, ao cruzar pela secretária, uma idosa senhora, ele pedia para não ser importunado, pois precisava ensinar muitas coisas importantes à aqueles jovens estudantes, o que causava certa admiração na senhora, mal sabia ela que eles iam jogar truco....

Finalizando

Foi sempre a emoção que norteou o poeta.
A inspiração (cerne da sua poesia) saía abrindo caminhos, na frente da informação e da rima.
Esse era o grande diferencial de Jayme Caetano Braun:
“O POETA ERA TODO INSPIRAÇÃO!”

Por Vinícius Ribeiro - http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br

Pesquisa
Vinícius Ribeiro 2° Semestre 2005.
Colaboração:
Senhora Gelsa Ramos de Moraes
Entrevistados:
Sr. Ataliba dos Santos e Sr. Juca Ramos.
Revisão final:
Sra. Aurora Ramos Braun(feita em 10 de fevereiro de 2009)
Fontes

– Cartório de registro civil de São Luiz Gonzaga
– Cartório de registro civil de Bossoroca
- Jornal Zero Hora (Porto Alegre)
- Jornal A Notícia (São Luiz Gonzaga)
- Outros

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

João de Almeida Neto canta na 25ª Fiesta del Chamamé em Corrientes na Argentina

Participação de Pedro Ortaça e Família na Fiesta Nacional del Chamamé em Corrientes na Argentina

Participação da cantora Shana Müller na Fiesta Nacional del Chamamé em Corrientes Argentina

Documentário Ao Som do Chamamé

Postado por Matias Moura


SOBRE

Bacia do Prata, tríplice fronteira: Brasil, Argentina e Paraguai. Mais precisamente, região de Corrientes, província Argentina. Foi daí que ecoaram os primeiros acordes do "chamamé", cuja origem mais arcaica provém dos cânticos religiosos e das danças dos guaranis que habitavam o local. Hoje, o ritmo como conhecemos é fruto de um processo de assimilação e modificação dessas danças e cânticos e de sua fusão com a polca correntina. Uma história de como a música pode unir países e culturas diversas e se tornar singular em cada um deles ao absorver traços da cultura de cada localidade. E foi justamente em consequência de sua localização geográfica que o chamamé difundiu-se por toda a extensão da Bacia Hidrográfica do Rio do Prata.

Ritmo de raízes fronteiriças, no Brasil a tradição chamamezeira é bastante forte nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esse último, abraça a tradição há mais de cem anos quando, com o fim da Guerra do Paraguai, recebeu vários imigrantes da região à procura de trabalho, trazendo com eles suas tradições musicais. Atualmente, o MS é considerado um dos principais centros chamamezeiros fora da província de Corrientes.  A singularidade do ritmo no estado é fruto, principalmente, da modificação ocorrida no ritmo tocado na região, o que o tornou próprio e com peculiaridades que o diferenciam do tocado nos países e estados vizinhos. E é esse o foco do documentário "Ao Som do Chamamé", que hoje encontra-se em fase de pós-produção.

 SINOPSE
"Ao Som do Chamamé" é uma história contada por músicos, amantes e conhecedores da cultura e do ritmo "chamamé", de raízes fronteiriças, na Bacia do Rio do Prata.

 FICHA TÉCNICA

PRODUÇÃO Novelo Filmes
PRODUZIDO POR Ana Paula Mendes, Carol Gesser, Cíntia Domit Bittar
ARGUMENTO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
ROTEIRO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
DIREÇÃO Lucas de Barros
ASSISTENTE DE DIREÇÃO Will Martins
PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Paula Mendes, Carol Gesser
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Ana Paula Mendes
PRODUÇÃO LOCAL Fabian Aranda, Marinete Pinheiro
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marx Vamerlatti, Fábio Fantauzzi
ASSISTENTE DE CÂMERA CÍntia Domit Bittar, Débora Firmino de Souza
CÂMERA Fábio Fantauzzi, Marx Vamerlatti, Max Laus, Max Ruggieri, Cíntia Domit Bittar, Lucas de Barros, Will Martins
TÉCNICO DE SOM Gustavo de Souza
MONTAGEM Alessandro Danielli, Cintia Domit Bittar
CORREÇÃO DE COR Alan Porciuncula
EDIÇÃO DE SOM E MIXAGEM
FINALIZAÇÃO Alessandro Danielli

PATROCÍNIO Elecnor
APOIO INSTITUCIONAL Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty

 AO SOM DO CHAMAMÉ
DOCUMENTÁRIO | 90 min | 2015
PRODUÇÃO: NOVELO FILMES
DIREÇÃO: LUCAS DE BARROS
ARGUMENTO: LUCAS DE BARROS, MARIA AUGUSTA V. NUNES



domingo, 25 de janeiro de 2015

César Oliveira e Rogério Melo são indicados ao 26º Prêmio da Música Brasileira


Por Matias Moura 

César Oliveira e Rogério Melo são indicados ao 26º Prêmio da Música Brasileira , assim como no ano passado a dupla irá concorrer na categoria regional como melhor disco , pelo álbum recentemente lançado Cancioneiro do Rio Grande do Sul Volume 1 , que faz um importante resgate da musicalidade do nosso estado .

Criado em 1988, este é o prêmio de maior prestígio da música brasileira e se consolidou por não apenas por resgatar e celebrar grandes nomes do cenário nacional, mas, sobretudo, por avalizar carreiras de artistas iniciantes ou com expressão de alcance regional.

O novo disco da dupla é um apanhado de grandes clássicos que remontam os primórdios de um movimento cultural e musical que originou a vasta e rica canção regional gaúcha que temos hoje.

A ideia deste projeto foi acalentada há mais de dez anos e partiu de uma conversa entre César Oliveira e Luiz Menezes. Desde então, o repertório vem sendo montado, através de pesquisa e estudo do que representou cada uma das músicas escolhidas, cada qual em seu tempo, bem como critérios de ritmos, temática e de linguagem. O resultado são dezesseis fonogramas que praticamente contam a história do cancioneiro no Rio Grande do Sul, através das obras de nomes como Telmo de Lima Freitas, Gildo de Freitas, Honeyde e Adelar Bertussi, José Mendes, Barbosa, Lessa, Pedro Raymundo e, até mesmo, Lupicínio Rodrigues.

Compõem o repertório músicas do imaginário afetivo rio-grandense, contendo pérolas como “Última lembrança”, “O roubo da gaita velha”, “Cancioneiro das Coxilhas”, “Canção do gaúcho”, “Os homens de preto”, entre outras, todas gravadas respeitando o arranjo original, ao que foram agregados apenas recursos técnicos e de gravação mais apurados. A direção musical é, mais uma vez, assinada por Rogério Melo e a produção é de César Oliveira.

Em última análise, o “Cancioneiro do Rio Grande do Sul – vol. 1” tem como objetivo dar o devido valor aos precursores da música regional gaúcha, tirando algumas de suas obras do ostracismo e dando um novo verniz ao que já era belíssimo originalmente. “Promover o encontro das novas gerações com os grandes compositores, os que ‘abriram picada’, é o nosso intuito”, diz César Oliveira, “pois muito do que já se produziu cultural e musicalmente está ficando esquecido, e são as nossas verdadeiras referências.”

O projeto gráfico do CD também busca fazer uma homenagem, neste às obras de arte de Rossini Rodrigues, artista plástico são-borjense cujo trabalho é reconhecido até mesmo pela UNESCO, mas que é desconhecido pela maioria dos gaúchos. Seis de suas esculturas em argila ilustram o disco.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novas regras do site Bahstidores a partir de 2015


Manifesto pela valorização da arte 
Por Matias Moura
Diretor do Bahstidores

Venho através deste texto esclarecer algumas coisas acerca do meu TRABALHO a frente do site Bahstidores , sim TRABALHO,  sempre quis e sempre tratei com muita seriedade este TRABALHO que infelizmente ao meu ver não é tratado como tal .

Para entendermos como este trabalho funciona , vamos retroceder um pouco no tempo quando nós criamos este site , sim digo nós , porque juntamente da minha irmã Clarissa Moura fui um dos criadores do Bahstidores há mais de 3 anos .

Recordo-me de quanto TRABALHO a Caca teve estruturando este site , de noites perdidas e conciliadas com sua faculdade e atividade profissional , enquanto muitos de nós estávamos em nossas atividades normais , a Caca estava (entrincheirada) em seu quarto atualizando está página e muitas vezes sem receber nem um muito obrigada, e todo mundo achando lindo o TRABALHO .

A Caca ia aos festivais com o dinheiro do próprio bolso , porque em raras exceções estes eventos ofereciam algo para que o site se fizesse presente . Fotos , boletins das músicas , vídeos , textos , entrevistas tudo postado em tempo real na internet em tempo real, cobertura inédita neste seguimento .

E o que mudou hoje , nada , continua a mesma coisa, será que os músicos estariam tocando de graça nos festivais por amor a arte ? Tenho certeza que não porque segunda-feira as contas batem na porta meus amigos , e eles são TRABALHADORES e precisam receber  !

Pergunto se o som trabalharia de graça? Os seguranças? A praça de alimentação? Será que estas pessoas trabalhariam apenas por credencias? Acredito que não senhores .

Vamos voltar mais no tempo , PULPERIA E APAISANADO por que será que não seguiram com seu belo TRABALHO ? Será que é pelo fato de nós nos acostumarmos a pedir “posta ai pra mim tal coisa” , e assim como a Clarissa do Bahstidores , os TRABALHADORES destes espaços virtuais tinham suas vidas e seus afazeres, e como é natural da vida, nós fazermos as nossas escolhas , elas foram feitas e os rumos desses divulgadores da arte foram outros .
E todo o TRABALHO DE HORAS ATUALIZANDO PÁGINA DE MADRUGADA MUITAS VEZES PARA QUE NA MANHÃ SEGUINTE OS LEITORES TIVESSEM AS NOTÍCIAS ATUALIZADAS ! Por certo ficou para traz , porque nós NÃO VALORIZAMOS este tipo de TRABALHO .

Entendo a posição dos organizadores desses eventos até por que já estive fazendo parte de uma comissão e acompanhando a árdua tarefa de conseguir patrocínio para a realização do evento , mas fica uma dica TRATEM A IMPRENSA como prioridade em seus projetos culturais, destinem uma verba especifica para que seu evento siga até o seu público alvo, um festival projeta a sua cidade num cenário cultural muito grande , então procure valorizar mais os PROFISSIONAIS QUE ESTÃO TRABALHANDO PARA ISSO  .

Escrevo este manifesto porque sempre acreditei e acredito muito na nossa arte , e em ser um TRABALHADOR pela arte ! Assim como me sinto extremamente triste quando vejo um TRABALHADOR DA ARTE ter que abrir mão de seus dons e sonhos e se dedicar a outra atividade profissional , como muitos amigos músicos fazem . As opiniões são relativas quanto TRABALHAR COM ARTE , mas como disse antes não desisto de meus sonhos, e sou um entusiasta do que faço, e venho trilhando este caminho há muitos anos , algumas vezes desanimado com algumas noticias como por exemplo quando fiquei sabendo que a RBS iria fechar a Rádio Rural , minha grande inspiração de sempre , todo um legado construído pelo empenho do amigo Jairo Reis ficou na lembrança daqueles que assim como eu passaram madrugadas escutando os festivais pela referida emissora .

E por que será que o grupo fechou a Rádio ?  Certamente porque não estava dando o devido lucro necessário , ou então pela visão esguia de quem não vê na cultura gaúcha uma forma de trabalho com arte . Entremos agora na questão das empresas que preferem patrocinar todo a forma de expressão alienígena à nossa cultura , do que nossos eventos e produtos culturais , os senhores acham justo um artista nativista ter que virar uma “fábrica de música” para assim estar presente no máximo de festivais possíveis para ter pelo menos uma vida razoável , porque os organizadores desses eventos choram para pagar 4 a 5 mil reais aos artistas que geralmente tem um time bastante grande e na hora do racha sobra pouco . Enquanto os shows nacionais pedem 50 mil a 100 mil . Vamos mais além , pergunto a culpa é de quem por a nossa música nativa tocar  só as 6h manhã ( quando tocam ) ou as 18h porque este é horário da música gaúcha , enquanto toca sertanejo universitário o dia inteiro !
Que tipo de cultura gaúcha as nossas RádioS estão levando para a nossa gente ? Imagine um homem de campo num fim de tarde tomando um mate depois da desencilha escutando música internacional , ou então um arrocha , ou funk ! Volto a pergunta novamente a culpa é de quem ?

 NO MEU PONTO DE VISTA É TODA NOSSA , pois nós não ligamos para as Rádios e pedimos música nativista , e acaba que os proprietários das emissoras acham que é nestes horários que se pode tocar música nativa porque assim foi e assim será  , vamos mais além quando vamos aos rodeios que tipo de música ouvimos  ,todo o tipo menos o nossa, e nos eventos culturais ficamos brabos porque o ingresso custa 15 , 20 reais , mas não se importa de pagar 100 reais e ficar no meio da multidão levando “cotovelada” para ver o Luan Santana cantar com play back .

A culpa é nossa, pois quando vamos ao show dos “amigos” que são trabalhadores da arte , queremos entrar de graça “ na parceria” . A culpa é nossa porque não compramos mais os CDs dos nossos músicos que custam 15 ,20 reais pelo fato de estar “muito caro” , e também alguém já conseguiu e colocou pra baixar em algum site . Para onde está indo a imensa produção musical dos festivais nativistas , que em rarAs exceções toca nas rádios? Porque existe cada vez menos rádios e veículos de comunicação nos festivais ? Porque TUDO TEM CUSTO e certamente os TRABALHADORES PRECISAM RECEBER .

Poderia aqui citar mais exemplos da desvalorização da nossa arte musical principalmente , mas vou parar por aqui ,depois de ter feito toda essa reflexão  peço a compreensão de todos os amigos pois a partir de 2015 o Bahstidores ao invés de retroceder vai avançar mais e prosseguir TRABALHANDO em prol dos nossos festivais assim como sempre foi feito , mas agora de uma maneira profissional gerando receita financeira para que possa manter a qualidade desse TRABALHO .

A partir de agora OS FESTIVAIS QUE QUISEREM DIVULGAR AS INFORMAÇÕES terão que PAGAR PELA DIVULGAÇÃO DO SEU EVENTO , bem como postagem de regulamentos e afins . A agencia de publicidade online Bahstidores estará colocando a disposição seu trabalho de DIVULGAÇÃO E COBERTURA DE FESTIVAIS E EVENTOS CULTURAIS .

Os interessados deverão entrar em contato com o departamento comercial do site para mais esclarecimentos e fechamento de contrato de publicidade .
Porque nós temos que começar a VALORIZAR O QUE É NOSSO .

domingo, 4 de janeiro de 2015

Cantor e compositor Victor Hugo reassume a Secretaria de Cultura


Em solenidade realizada na manhã dessa sexta-feira (02), no gabinete da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), Luiz Antonio de Assis Brasil transmitiu o cargo de titular da pasta para Victor Hugo Silva.

Em seu discurso de posse, Victor Hugo, agradeceu a Assis Brasil pela acolhida que recebeu no curto período de transição.  Ao assumir pela segunda vez a Sedac,  Victor agradeceu a distinção do governador José Ivo Sartori.  “Essa minha volta amplia o tamanho do nosso compromisso. Temos a tarefa de continuar as coisas boas que aconteceram e trabalhar pela institucionalização das políticas públicas para a cultura. Apresentamos um modelo de gestão ao governador, de uma secretaria mais enxuta e que deve ser solidária na crise, inovadora, criativa e ousada para atender às questões do novo tempo”, afirmou.  O secretário agradeceu ainda a presença do deputado Federal José Fogaça. “ Fogaça vai ter uma participação fundamental para a cultura na Câmara Federal”, disse. O secretário de Turismo, Javis Costella, também participou da cerimônia.

Em sua despedida, Assis Brasil, agradeceu à equipe de trabalho e resumiu algumas ações desenvolvidas com ênfase ao aumento do orçamento para a cultura, ao bom relacionamento com o Conselho Estadual de Cultura e às relações com os países do Mercosul. “ O que foi feito terá real alcance para ser avaliado no futuro por não sermos inicio nem fim e sim fazermos parte de um processo de construção coletiva. Tratar bem a cultura do Rio Grande do Sul pelo respeito à diversidade, à cidadania e à inclusão é tarefa do gestor público”, afirmou. Assis Brasil concluiu dizendo que retorna à vida acadêmica e literária e elogiou a capacidade profissional de Victor Hugo para gerir a cultura do Estado.