terça-feira, 27 de janeiro de 2015

João de Almeida Neto canta na 25ª Fiesta del Chamamé em Corrientes na Argentina

Participação de Pedro Ortaça e Família na Fiesta Nacional del Chamamé em Corrientes na Argentina

Participação da cantora Shana Müller na Fiesta Nacional del Chamamé em Corrientes Argentina

Documentário Ao Som do Chamamé

Postado por Matias Moura


SOBRE

Bacia do Prata, tríplice fronteira: Brasil, Argentina e Paraguai. Mais precisamente, região de Corrientes, província Argentina. Foi daí que ecoaram os primeiros acordes do "chamamé", cuja origem mais arcaica provém dos cânticos religiosos e das danças dos guaranis que habitavam o local. Hoje, o ritmo como conhecemos é fruto de um processo de assimilação e modificação dessas danças e cânticos e de sua fusão com a polca correntina. Uma história de como a música pode unir países e culturas diversas e se tornar singular em cada um deles ao absorver traços da cultura de cada localidade. E foi justamente em consequência de sua localização geográfica que o chamamé difundiu-se por toda a extensão da Bacia Hidrográfica do Rio do Prata.

Ritmo de raízes fronteiriças, no Brasil a tradição chamamezeira é bastante forte nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Esse último, abraça a tradição há mais de cem anos quando, com o fim da Guerra do Paraguai, recebeu vários imigrantes da região à procura de trabalho, trazendo com eles suas tradições musicais. Atualmente, o MS é considerado um dos principais centros chamamezeiros fora da província de Corrientes.  A singularidade do ritmo no estado é fruto, principalmente, da modificação ocorrida no ritmo tocado na região, o que o tornou próprio e com peculiaridades que o diferenciam do tocado nos países e estados vizinhos. E é esse o foco do documentário "Ao Som do Chamamé", que hoje encontra-se em fase de pós-produção.

 SINOPSE
"Ao Som do Chamamé" é uma história contada por músicos, amantes e conhecedores da cultura e do ritmo "chamamé", de raízes fronteiriças, na Bacia do Rio do Prata.

 FICHA TÉCNICA

PRODUÇÃO Novelo Filmes
PRODUZIDO POR Ana Paula Mendes, Carol Gesser, Cíntia Domit Bittar
ARGUMENTO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
ROTEIRO Lucas de Barros, Maria Augusta Vilalba Nunes
DIREÇÃO Lucas de Barros
ASSISTENTE DE DIREÇÃO Will Martins
PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Paula Mendes, Carol Gesser
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Ana Paula Mendes
PRODUÇÃO LOCAL Fabian Aranda, Marinete Pinheiro
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marx Vamerlatti, Fábio Fantauzzi
ASSISTENTE DE CÂMERA CÍntia Domit Bittar, Débora Firmino de Souza
CÂMERA Fábio Fantauzzi, Marx Vamerlatti, Max Laus, Max Ruggieri, Cíntia Domit Bittar, Lucas de Barros, Will Martins
TÉCNICO DE SOM Gustavo de Souza
MONTAGEM Alessandro Danielli, Cintia Domit Bittar
CORREÇÃO DE COR Alan Porciuncula
EDIÇÃO DE SOM E MIXAGEM
FINALIZAÇÃO Alessandro Danielli

PATROCÍNIO Elecnor
APOIO INSTITUCIONAL Ministério das Relações Exteriores - Itamaraty

 AO SOM DO CHAMAMÉ
DOCUMENTÁRIO | 90 min | 2015
PRODUÇÃO: NOVELO FILMES
DIREÇÃO: LUCAS DE BARROS
ARGUMENTO: LUCAS DE BARROS, MARIA AUGUSTA V. NUNES



domingo, 25 de janeiro de 2015

César Oliveira e Rogério Melo são indicados ao 26º Prêmio da Música Brasileira


Por Matias Moura 

César Oliveira e Rogério Melo são indicados ao 26º Prêmio da Música Brasileira , assim como no ano passado a dupla irá concorrer na categoria regional como melhor disco , pelo álbum recentemente lançado Cancioneiro do Rio Grande do Sul Volume 1 , que faz um importante resgate da musicalidade do nosso estado .

Criado em 1988, este é o prêmio de maior prestígio da música brasileira e se consolidou por não apenas por resgatar e celebrar grandes nomes do cenário nacional, mas, sobretudo, por avalizar carreiras de artistas iniciantes ou com expressão de alcance regional.

O novo disco da dupla é um apanhado de grandes clássicos que remontam os primórdios de um movimento cultural e musical que originou a vasta e rica canção regional gaúcha que temos hoje.

A ideia deste projeto foi acalentada há mais de dez anos e partiu de uma conversa entre César Oliveira e Luiz Menezes. Desde então, o repertório vem sendo montado, através de pesquisa e estudo do que representou cada uma das músicas escolhidas, cada qual em seu tempo, bem como critérios de ritmos, temática e de linguagem. O resultado são dezesseis fonogramas que praticamente contam a história do cancioneiro no Rio Grande do Sul, através das obras de nomes como Telmo de Lima Freitas, Gildo de Freitas, Honeyde e Adelar Bertussi, José Mendes, Barbosa, Lessa, Pedro Raymundo e, até mesmo, Lupicínio Rodrigues.

Compõem o repertório músicas do imaginário afetivo rio-grandense, contendo pérolas como “Última lembrança”, “O roubo da gaita velha”, “Cancioneiro das Coxilhas”, “Canção do gaúcho”, “Os homens de preto”, entre outras, todas gravadas respeitando o arranjo original, ao que foram agregados apenas recursos técnicos e de gravação mais apurados. A direção musical é, mais uma vez, assinada por Rogério Melo e a produção é de César Oliveira.

Em última análise, o “Cancioneiro do Rio Grande do Sul – vol. 1” tem como objetivo dar o devido valor aos precursores da música regional gaúcha, tirando algumas de suas obras do ostracismo e dando um novo verniz ao que já era belíssimo originalmente. “Promover o encontro das novas gerações com os grandes compositores, os que ‘abriram picada’, é o nosso intuito”, diz César Oliveira, “pois muito do que já se produziu cultural e musicalmente está ficando esquecido, e são as nossas verdadeiras referências.”

O projeto gráfico do CD também busca fazer uma homenagem, neste às obras de arte de Rossini Rodrigues, artista plástico são-borjense cujo trabalho é reconhecido até mesmo pela UNESCO, mas que é desconhecido pela maioria dos gaúchos. Seis de suas esculturas em argila ilustram o disco.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Novas regras do site Bahstidores a partir de 2015


Manifesto pela valorização da arte 
Por Matias Moura
Diretor do Bahstidores

Venho através deste texto esclarecer algumas coisas acerca do meu TRABALHO a frente do site Bahstidores , sim TRABALHO,  sempre quis e sempre tratei com muita seriedade este TRABALHO que infelizmente ao meu ver não é tratado como tal .

Para entendermos como este trabalho funciona , vamos retroceder um pouco no tempo quando nós criamos este site , sim digo nós , porque juntamente da minha irmã Clarissa Moura fui um dos criadores do Bahstidores há mais de 3 anos .

Recordo-me de quanto TRABALHO a Caca teve estruturando este site , de noites perdidas e conciliadas com sua faculdade e atividade profissional , enquanto muitos de nós estávamos em nossas atividades normais , a Caca estava (entrincheirada) em seu quarto atualizando está página e muitas vezes sem receber nem um muito obrigada, e todo mundo achando lindo o TRABALHO .

A Caca ia aos festivais com o dinheiro do próprio bolso , porque em raras exceções estes eventos ofereciam algo para que o site se fizesse presente . Fotos , boletins das músicas , vídeos , textos , entrevistas tudo postado em tempo real na internet em tempo real, cobertura inédita neste seguimento .

E o que mudou hoje , nada , continua a mesma coisa, será que os músicos estariam tocando de graça nos festivais por amor a arte ? Tenho certeza que não porque segunda-feira as contas batem na porta meus amigos , e eles são TRABALHADORES e precisam receber  !

Pergunto se o som trabalharia de graça? Os seguranças? A praça de alimentação? Será que estas pessoas trabalhariam apenas por credencias? Acredito que não senhores .

Vamos voltar mais no tempo , PULPERIA E APAISANADO por que será que não seguiram com seu belo TRABALHO ? Será que é pelo fato de nós nos acostumarmos a pedir “posta ai pra mim tal coisa” , e assim como a Clarissa do Bahstidores , os TRABALHADORES destes espaços virtuais tinham suas vidas e seus afazeres, e como é natural da vida, nós fazermos as nossas escolhas , elas foram feitas e os rumos desses divulgadores da arte foram outros .
E todo o TRABALHO DE HORAS ATUALIZANDO PÁGINA DE MADRUGADA MUITAS VEZES PARA QUE NA MANHÃ SEGUINTE OS LEITORES TIVESSEM AS NOTÍCIAS ATUALIZADAS ! Por certo ficou para traz , porque nós NÃO VALORIZAMOS este tipo de TRABALHO .

Entendo a posição dos organizadores desses eventos até por que já estive fazendo parte de uma comissão e acompanhando a árdua tarefa de conseguir patrocínio para a realização do evento , mas fica uma dica TRATEM A IMPRENSA como prioridade em seus projetos culturais, destinem uma verba especifica para que seu evento siga até o seu público alvo, um festival projeta a sua cidade num cenário cultural muito grande , então procure valorizar mais os PROFISSIONAIS QUE ESTÃO TRABALHANDO PARA ISSO  .

Escrevo este manifesto porque sempre acreditei e acredito muito na nossa arte , e em ser um TRABALHADOR pela arte ! Assim como me sinto extremamente triste quando vejo um TRABALHADOR DA ARTE ter que abrir mão de seus dons e sonhos e se dedicar a outra atividade profissional , como muitos amigos músicos fazem . As opiniões são relativas quanto TRABALHAR COM ARTE , mas como disse antes não desisto de meus sonhos, e sou um entusiasta do que faço, e venho trilhando este caminho há muitos anos , algumas vezes desanimado com algumas noticias como por exemplo quando fiquei sabendo que a RBS iria fechar a Rádio Rural , minha grande inspiração de sempre , todo um legado construído pelo empenho do amigo Jairo Reis ficou na lembrança daqueles que assim como eu passaram madrugadas escutando os festivais pela referida emissora .

E por que será que o grupo fechou a Rádio ?  Certamente porque não estava dando o devido lucro necessário , ou então pela visão esguia de quem não vê na cultura gaúcha uma forma de trabalho com arte . Entremos agora na questão das empresas que preferem patrocinar todo a forma de expressão alienígena à nossa cultura , do que nossos eventos e produtos culturais , os senhores acham justo um artista nativista ter que virar uma “fábrica de música” para assim estar presente no máximo de festivais possíveis para ter pelo menos uma vida razoável , porque os organizadores desses eventos choram para pagar 4 a 5 mil reais aos artistas que geralmente tem um time bastante grande e na hora do racha sobra pouco . Enquanto os shows nacionais pedem 50 mil a 100 mil . Vamos mais além , pergunto a culpa é de quem por a nossa música nativa tocar  só as 6h manhã ( quando tocam ) ou as 18h porque este é horário da música gaúcha , enquanto toca sertanejo universitário o dia inteiro !
Que tipo de cultura gaúcha as nossas RádioS estão levando para a nossa gente ? Imagine um homem de campo num fim de tarde tomando um mate depois da desencilha escutando música internacional , ou então um arrocha , ou funk ! Volto a pergunta novamente a culpa é de quem ?

 NO MEU PONTO DE VISTA É TODA NOSSA , pois nós não ligamos para as Rádios e pedimos música nativista , e acaba que os proprietários das emissoras acham que é nestes horários que se pode tocar música nativa porque assim foi e assim será  , vamos mais além quando vamos aos rodeios que tipo de música ouvimos  ,todo o tipo menos o nossa, e nos eventos culturais ficamos brabos porque o ingresso custa 15 , 20 reais , mas não se importa de pagar 100 reais e ficar no meio da multidão levando “cotovelada” para ver o Luan Santana cantar com play back .

A culpa é nossa, pois quando vamos ao show dos “amigos” que são trabalhadores da arte , queremos entrar de graça “ na parceria” . A culpa é nossa porque não compramos mais os CDs dos nossos músicos que custam 15 ,20 reais pelo fato de estar “muito caro” , e também alguém já conseguiu e colocou pra baixar em algum site . Para onde está indo a imensa produção musical dos festivais nativistas , que em rarAs exceções toca nas rádios? Porque existe cada vez menos rádios e veículos de comunicação nos festivais ? Porque TUDO TEM CUSTO e certamente os TRABALHADORES PRECISAM RECEBER .

Poderia aqui citar mais exemplos da desvalorização da nossa arte musical principalmente , mas vou parar por aqui ,depois de ter feito toda essa reflexão  peço a compreensão de todos os amigos pois a partir de 2015 o Bahstidores ao invés de retroceder vai avançar mais e prosseguir TRABALHANDO em prol dos nossos festivais assim como sempre foi feito , mas agora de uma maneira profissional gerando receita financeira para que possa manter a qualidade desse TRABALHO .

A partir de agora OS FESTIVAIS QUE QUISEREM DIVULGAR AS INFORMAÇÕES terão que PAGAR PELA DIVULGAÇÃO DO SEU EVENTO , bem como postagem de regulamentos e afins . A agencia de publicidade online Bahstidores estará colocando a disposição seu trabalho de DIVULGAÇÃO E COBERTURA DE FESTIVAIS E EVENTOS CULTURAIS .

Os interessados deverão entrar em contato com o departamento comercial do site para mais esclarecimentos e fechamento de contrato de publicidade .
Porque nós temos que começar a VALORIZAR O QUE É NOSSO .

domingo, 4 de janeiro de 2015

Cantor e compositor Victor Hugo reassume a Secretaria de Cultura


Em solenidade realizada na manhã dessa sexta-feira (02), no gabinete da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), Luiz Antonio de Assis Brasil transmitiu o cargo de titular da pasta para Victor Hugo Silva.

Em seu discurso de posse, Victor Hugo, agradeceu a Assis Brasil pela acolhida que recebeu no curto período de transição.  Ao assumir pela segunda vez a Sedac,  Victor agradeceu a distinção do governador José Ivo Sartori.  “Essa minha volta amplia o tamanho do nosso compromisso. Temos a tarefa de continuar as coisas boas que aconteceram e trabalhar pela institucionalização das políticas públicas para a cultura. Apresentamos um modelo de gestão ao governador, de uma secretaria mais enxuta e que deve ser solidária na crise, inovadora, criativa e ousada para atender às questões do novo tempo”, afirmou.  O secretário agradeceu ainda a presença do deputado Federal José Fogaça. “ Fogaça vai ter uma participação fundamental para a cultura na Câmara Federal”, disse. O secretário de Turismo, Javis Costella, também participou da cerimônia.

Em sua despedida, Assis Brasil, agradeceu à equipe de trabalho e resumiu algumas ações desenvolvidas com ênfase ao aumento do orçamento para a cultura, ao bom relacionamento com o Conselho Estadual de Cultura e às relações com os países do Mercosul. “ O que foi feito terá real alcance para ser avaliado no futuro por não sermos inicio nem fim e sim fazermos parte de um processo de construção coletiva. Tratar bem a cultura do Rio Grande do Sul pelo respeito à diversidade, à cidadania e à inclusão é tarefa do gestor público”, afirmou. Assis Brasil concluiu dizendo que retorna à vida acadêmica e literária e elogiou a capacidade profissional de Victor Hugo para gerir a cultura do Estado.

FIGTF recebe gravador que foi de Barbosa lessa



A Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF) teve a o prazer de receber das mãos de Nilza Lessa uma preciosidade.Ela entregou ao presidente da entidade, Rodi Pedro Borghetti, por reconhecê-lo como um dos melhores amigos de Barbosa Lessa,o gravador marca Geloso G268 e dez rolos de fitas com trabalhos do pesquisador. Foi neste aparelho que Barbosa e Paixão Cortes gravaram as pesquisas sobre tradição e folclore do Rio Grande do Sul. Para realizar esse estudo os dois viajaram de ônibus pelo Estado carregando o gravador que pesa 10 quilos.

Fonte : Site do FIGTF

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Médico por profissão e poeta por vocação


Por Matias Moura

Marcelo Domingues Dávila, 45 anos, entre suas receitas médicas, em Santana do Livramento , vai compondo seus poemas e dando vida a arte de brincar com as palavras .

Começou a escrever seus poemas bem cedo entre 12 e 13 anos de idade , através dos incentivos de seu avô , que era um homem do campo e conhecedor lida e nas horas vagas declamava as poesias de Luiz Menezes , Jayme Caetano Braun , Lauro Rodrigues , Marco Aurélio Campos , e enquanto ouvia aquela voz campeira começou a escrever seus primeiros versos .  

Aquele guri , cresceu , embora tenha se mudado pra cidade grande em busca de formação profissional não esqueceu aquelas imagens que vinham em forma de palavras recitadas poeticamente pelo avô e logo começaram aflorar em suas letras . Marcelo Davila , conta que começou muito cedo a acompanhar os festivais nativistas ,e como já escrevia suas letras e poesias ,aos 17 anos classificou duas obras no festival Jacui da Canção da cidade de Charqueadas em 1987 e ali começou sua participação no movimento nativista do estado .Depois vieram uma Tertúlia e uma Tropeada da Canção. E com o avanço do curso superior e, após, o início da vida profissional, acabou ficando mais de 20 anos sem participar, retornando no 21º Grito do Nativismo de Jaguari, em 2010. De lá pra cá, foram quase 30 participações.

Entrevista com Marcelo Domingues Dávila

Qual a relação da arte poética e a sua profissão?

R- A relação da poesia em particular – e da literatura em geral – com a medicina é um tema que me interessa sobremaneira. Talvez escrever seja uma forma de abrandar as tantas dores que se presencia no exercício da profissão, diuturnamente. São muitos os exemplos: Luis Guilherme do Prado Veppo, Balbino Marques da Rocha, Ramiro Barcellos (autor do clássico “Antonio Chimango”), Mário Eleú, Jaime Vaz Brasil e Aureliano de Figueiredo Pinto. Na prosa, Cyro Martins (autor da “Trilogia do Gaúcho a Pé”), Dyonélio Machado, Moacyr Scliar. Poucos sabem, mas o primeiro romance publicado no Rio Grande do Sul, “A Divina Pastora”, em 1847, tinha como autor um médico, José Antônio do Vale Caldre e Fião.
Quais tuas influências na poesia?

R – São muitas e variadas. Em âmbito regional, Jayme Caetano Braun, Aureliano de Figueiredo Pinto, Lauro Rodrigues, Colmar Duarte, Lauro Antônio Correa Simões,Apparício Silva Rillo, Luiz Coronel, Mário Eleú Silva, entre outros. Aprecio muito a obra de Carlos Omar Villela Gomes, Martim Cesar Gonçalves, Silvio Genro, Jaime Vaz Brasil. De forma universal, João Cabral de Melo Neto (pra mim, o maior de todos os poetas brasileiros), Vinicius de Moraes, Aldir Blanc, Jorge Luis Borges, Mario Benedetti, Mario Quintana. São tantos que corro o risco de ser injusto, deixando vários nomes de fora.

Quais são as tuas principais premiações em festivais?

R – Tive a honra e o prazer de premiar em primeiro lugar em dois dos mais tradicionais festivais do Estado, a Coxilha de Cruz Alta (32ª edição) e a Tertúlia de Santa Maria (19ª edição), festival este onde recentemente, em sua 22ª edição, conseguimos o 3º lugar. Também premiamos em primeiro, ao lado dos parceiros, na 4ª Tropeada de Livramento, 8º Canto sem Fronteira de Bagé e 5º Levante de Capão do Leão. Afora isso, alguns prêmios de segundo lugar e premiações paralelas, como Música Mais Popular, Melhor Arranjo, Melhor Grupo Instrumental – entre outros – nos mais variados festivais.

O que falta para a poesia gaúcha e a música
nativista ultrapassar as barreiras e ganhar o país ?

R – Há muito se discute esta questão. Talvez a maior dificuldade seja alcançar uma abrangência nacional em grande escala. Em festivais de música regional realizados fora do Rio Grande, como o Viola de Todos os Cantos, em SP, ou o FESP, em MG, sempre há representantes da música gaúcha. E, não raro, premiando entre os primeiros lugares. Na região Centro-Oeste, a presença da nossa música é bastante forte, certamente pela presença dos muitos gaúchos que para lá se foram. É possível que nos falte alguma experiência na questão comercial, de produção artística. Diariamente vemos surgir “fenômenos” comerciais no mercado fonográfico, com toda uma estrutura de mídia por trás, cuja qualidade musical é imensamente inferior ao que se faz por aqui, em termos poéticos e melódicos. O RS é um celeiro de talentos.

Qual foi um momento inesquecível que os festivais te proporcionaram?

R – Foram muitos. Alguns deles: em 1988, com 18 anos, tive duas músicas classificadas na 4ª Tropeada, aqui de Livramento, em parceria com Miguel Villalba. Enquanto a banda passava a música, achegou-se uma das minhas referências poéticas, o saudoso Lauro Simões, e ficou escutando uma das nossas obras; ao final, fez um comentário bastante elogioso sobre a letra e perguntou quem era seu autor. Fui apresentado a ele, que demonstrou surpresa ao constatar minha idade naquela ocasião. As premiações na Coxilha e na Tertúlia também foram inesquecíveis, pela amplitude destes festivais e pelo referendo popular ao resultado final. São momentos e histórias que ficam para sempre, que a música regional proporciona.
As principais premiações?

R –Tive a honra e o prazer de premiar em primeiro lugar em dois dos mais tradicionais festivais do Estado, a Coxilha de Cruz Alta (32ª edição) e a Tertúlia de Santa Maria (19ª edição), festival este onde recentemente, em sua 22ª edição, conseguimos o 3º lugar. Também premiamos em primeiro, ao lado dos parceiros, na 4ª Tropeada de Livramento, 8º Canto sem Fronteira de Bagé e 5º Levante de Capão do Leão. Afora isso, alguns prêmios de segundo lugar e premiações paralelas, como Música Mais Popular, Melhor Arranjo, Melhor Grupo Instrumental – entre outros – nos mais variados festivais.

Quem são teus parceiros musicais ?

R – Procuro fazer um trabalho poético diversificado, por vezes mais campeiro, por outras mais “aberto”. Isso abre o leque para várias parcerias. A própria convivência no meio dos festivais proporciona sempre novas possibilidades. Entre os santanenses, tenho composições com Juliano Moreno, Robson Garcia, Clóvis de Souza, Geovani Silveira, Volmir Coelho, Marciano Reis Filho. No Estado, Adão Quevedo, Danilo Kuhn, Tuny Brum, Aline Ribas, Caine Teixeira Garcia, Davi Covaleski, Telmo Vasconcelos, Eduardo Monteiro, RaineriSpohr, Marçal Furian, entre outros. Como intérpretes, além dos citados, tenho composições nas vozes de Robledo Martins, Jean Kirchoff, Juliano Javoski, Analise Severo, Grupo Mas Bah, Grupo Sperandires, Mauricio Oliveira, Ita Cunha, Mauricio Barcellos, Daniel Cavalheiro e outros mais.

Qual o sentimento em ver tuas poesias , musicadas e sendo reconhecidas pelos palcos do Rio Grande ?

R – Procuro sempre passar alguma mensagem nas letras que faço. Gosto de compor temas históricos e sociais. E de usar muitas referências intertextuais. Saber que o público – para quem escrevemos – entendeu esta mensagem dá a sensação de dever cumprido, de objetivo alcançado. E o reconhecimento dos colegas compositores é uma honra muita grande.



domingo, 14 de dezembro de 2014

1º Esteio da Poesia Gaúcha já tem os 10 poemas que vão ao palco



Depois de muita leitura por parte da comissão avaliadora do 1º Esteio da Poesia Gaúcha e de debates entre Carlos Omar Villela Gomes, Adão Quevedo e Erico Rodrigo Padilha, foram definidos os 10 poemas classificados para o nosso festival. Parabéns aos autores que tiveram trabalho selecionados. Sucesso a todos e muito obrigado aos 100 poetas que nos prestigiaram com tantos belos temas.

Classificadas (em ordem alfabética do título do poema):
Poemas classificados para o 1º Esteio da Poesia Gaúcha

A Dor da Perda
Maximiliano Alves de Moraes
Alegrete

A Maldição do Frederico
Francisco Carneiro Neto / José Mauro Ribeiro Nardes
Entre-Ijuís

Dos Meus Silêncios
Mateus Lampert
Santana do Livramento

É Bem Assim lá no Campo
Jadir Oliveira
Portão

Em Nome do Pai
José Luiz Flores Moró
Farroupilha

O Gato
Luis Lopes de Souza
Passo Fundo

O Outro do Espelho
Guilherme Suman
Porto Alegre

Relicário
Marcelo Domingues Dávila
Santana do Livramento

Romance do Assoviador
Matheus Costa
Dom Pedrito

Três Rosas e um Cabaré
Joseti Gomes
Gravataí